Levanta o caboclo antes do sol
á Deus uma prece de gratidão
liga seu radio pra uma oração.
A casa acordada, os filhos de pé
a mulher na cozinha prepara o café
os cachorros á postos, na porta de pé.
Antes que o sol, no céu apareça
as luzes se apagam, a porta se fecha.
os cachorros na frente vão fazendo festa.
Nos tempos passados, lembra com pesar
em terras alheias sempre a labutar
No caminho o caboclo se põe a pensar.
Pegava o caminho sempre bem cedo,
mas a roça era á meia com o seu patrão
com a semente no chão se via a rezar
bom tempo pedia pra ela não falhar
Se a roça era perto, a mulher ajudava
os filhos na escola, ela na roça e na casa
o sacrifício era grande, mas Deus empurrava.
Mais o tempo passou, os filhos cresceram
trabalham na roça, mas estudam na cidade
Se o presente é escuro futuro é claro.
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A reforma agraria, a tempos falada
não é lei ainda, mas deixa legado
deixa o caboclo no chão assentado.
Bendita a luta dos dos sindicatos
A reforma agraria, a tempos falada
não é lei ainda, mas deixa legado
deixa o caboclo no chão assentado.
Bendita a luta dos dos sindicatos
assim nada na roça há de faltar
sempre defendendo o trabalhador
trazendo recursos que valem o suor.
brigando pelas causas e politicas públicas
levantam o congresso para defender
o homem do campo
levantam o congresso para defender
o homem do campo
que no campo quer viver.
Levanta caboclo para se defender,
Levanta caboclo para se defender,
correr de policia
lutar e sofrer, porque os sindicatos que te defendiam
cortaram as pernas, para não viver mais.
deixem o campo e vão pra cidade
e sirvam ração pra esses animais.
lutar e sofrer, porque os sindicatos que te defendiam
cortaram as pernas, para não viver mais.
deixem o campo e vão pra cidade
e sirvam ração pra esses animais.
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