Duas Almas no Mar
Observa a mãe o filho querido
na noite estrelada saindo pro mar.
O veleiro desliza nas águas se esconde
Um adeus uma prece pra ele voltar
As estrelas refletem no mar traiçoeiro
Contrastando com as águas,na noite á bailar,
traz de volta a lembrança de um triste Janeiro
que partiu seu esposo pra não mais voltar.
Não parte o veleiro sem um roteiro
o destino da volta não pode contar
volta pra casa,com a morte na alma
Espera que amanhã possa festejar.
Deita a esteira onde tece a rede.
as mãos não se firmam, não consegue traçar.
Vai pra cozinha, ateia o fogo
Prepara o pescado para o jantar.
A mente vagueia nos mares distante
tudo o que toca, a faz lembrar do mar.
No telhado assovia o vento da noite
anúncio de chuva, e o filho no mar.
Apanha o farol e vai para a praia
faz uma prece pra ele voltar.
Os pingos do céu caindo na alma
misturam-se as lágrimas, ás águas do mar.
Um brilho distante festeja a alma
é o filho que volta das ondas do mar.
Esquece o passado e vive o presente
o futuro só Deus pode determinar.
Misturam-se as vidas da Mãe e do filho
No outro dia é ela que vai para o mar.
Os dia se passam e ela não volta,
juntou-se ao amado no fundo mar.
Poesia de 2.002 Maria de Lurdes Mana
quinta-feira, 28 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Maria Guerreira
Sou filha Paranaense,
e não sou por adoção
Me orgulho do pé vermelho,
e da minha profissão
Me alimento da Agricultura,
ganho a vida neste chão.
Quando o sol se desponta
To na roça arando o chão
E quando o dia termina
Eu, mais a minha família
terminamos a plantação.
terminamos a plantação.
Sou Maria, sou guerreira
Nesta terra Brasileira
Católica por religião
Faço tudo nesta vida
Na luta não sou omissa
Faço valer essa lida
Faço parte desse Chão.
Minha terra é só um tiquinho
planto mandioca e planto milho
Dá pra mim, mais meus filhinhos
Sobra pra enche um carrinho
pra vende no mercadão.
Sou Maria sou Guerreira
No Paraná sou nascida
Levo a marca na pele
Na mão e no coração
Na luta não sou omissa
Do meu direito lanço mão
Faço valer a democracia
Não aceito imposição
Não quero ser invisível
Quero ser protagonista
Nesta terra e neste chão.
Sou maria sou guerreira
Brasileira destemida
Igual aquela Margarida
Que morreu por esta lida
Mas que não morreu em vão
Fome que faz coragem
trabalho e calo nas mãos
suor do rosto que cai
suor do rosto que cai
Sangue que molha o chão.
A Paz que é construída
A vitória agora é exibida
É morte e vida margarida.
Mana, 13/03/2013
Posted 2 days ago by maria de Lurdes mana
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