A idade da razão
Quando entramos na idade da razão e os anos começam a pesar, na cabeça, nos ombros. nas pernas. Quando as doenças começam a aparecer e não se vão totalmente mesmo tratadas, então é hora de rever o passado, e se perguntar o que lhes ensinaram os anos vividos.
Pela janela da alma me lanço de volta no tempo e me submeto a uma alto-analise. deixei que a vida passasse diante dos meus olhos sem vivê-la?
Na vida errei e acertei, bati e apanhei, cai e me levantei. fui pedra nos caminhos mas retirei-as de muitos. Sei que o que não aprendi e por isso perdi, foram virtudes, que se conheci, não vivi. Entre elas a tolerância: Quando deveria ter suportado os defeitos dos outros sem medidas, porque fui mais tolerada do que tolerante. A serenidade tão necessária na hora da doença. A paciência se compreendesse que minha vontade não vem antes da necessidade dos outros. A coragem na minha mocidade para valorizar meus interesses, porque Deus nos chama fazendo brotar o desejo no nosso coração. E assim faltou principalmente a humildade, que teria feito de mim uma pessoa melhor do que sou e não teria sobrado tanto orgulho, Orgulho que bloqueou meu entendimento para a verdadeira sabedoria.
Apesar de tudo, sei que os objetivos pelos quais lutei e mais ganhei, foram aqueles que não me ofereceram lucros terrenos nem de dinheiro, nem de honras, porque todos os bens materiais que pelos quais lutei, tem menos valor para mim que o bem que pratiquei.
Enfim... passei pela vida e vivi, sem deixar que os infortúnios da vida me endurecessem o coração. Enquanto um sopro de Deus existir em mim, viverei me preparando para o encontro com ele, e mostrando aos meus, que todo coração humano tem necessidade de Deus. Ainda que nos afastemos do seu caminho, extraviando-nos em buscas incansáveis das coisas terrenas, jamais poderemos nos afastar da nossa fonte Divina. Quero falar para o mundo que, sem Deus estamos mortos, assim como o galho separado da arvore é galho morto. Imagina o pai que deixa seus filhos no aconchego do lar em segurança, e parte em busca daquele que está perdido, que grande consolo para o filho que volta arrependido depois de conhecer o mundo e se decepcionar com ele, se lançar nos braços do pai e se deixar ficar na ternura do seu aconchego.
Todo sinal que Deus espera de nós para vir ao nosso encontro é nosso arrependimento. Temos a liberdade de escolher, e muitas vezes escolhemos o caminho errado, mas uma única lágrima contrita, um grito que se erga do fundo da nossa alma arrependida basta. No entanto, é preciso ser prudente, e não se convencer de que o conhecimento de Deus, elimina os nossos deveres para com a sociedade e nos salve, e então passar a agir como o Fariseu orgulhoso. É preciso antes de tudo conhecer-se a si mesmo como criatura que veio ao mundo, para o mundo, carregado de pecados, e considerar que nosso tempo aqui é passageiro, é só uma preparação para uma morada definitiva com o Criador. Imagina a alegria da ovelhinha, depois de estar perdida e desesperada por se ver distante do rebanho, se ver nos braços do seu Senhor? imagina entrar no paraíso celeste recebida com festa? Temos o direito de sonhar em merecer esse amor desmedido de nosso Senhor por cada um de nós, e pode-se ser realizado esse sonho se comportarmos como o Publicano no templo, que humilhado dobrou os joelhos, envergonhado pelo pecados curvou a cabeça, e rezou " Senhor tende piedade de mim que sou pecador" esta é a prece que nos santifica para santificados podermos cantar " Eu confio em Nosso Senhor com fé esperança e amor". Paz e bem!!